Domingo é dia de Globo de Ouro, bebê (amanhã é dia de People's Choice Awards, mas quem liga, não é verdade?! Só eu, se fosse convidado)! Por isso, resolvi fazer uma pequena listinha com 8 pérolas do cinema de 2015, segundo a MINHA opinião (que fique bem claro que eu não me importo com a opinião de críticos ou qualquer outra pessoa, mas deixe nos comentários sua listinha - ninguém comenta mesmo). Não significa que sejam os melhores filmes, mas aqueles que possuem um tchan especial dentre os que consegui arranjar tempo e dinheiro para assistir (e o cinema da minha cidade resolveu passar).
Mad Max Fury Road
O filme de 2015 mais aclamado
pela crítica e pelo público, não que eu ligue para isso, mas Mad Max tem seus
méritos. Filme tecnicamente impecável, com cenas de ação eletrizantes do começo
ao fim, efeitos práticos alucinantes, fotografia maravilhosa, trilha e efeitos
sonoros formidáveis e uma produção de arte primorosa. Esqueci de falar do
roteiro, pera, na verdade não, cá entre nós, o filme não tem uma história muito
rebuscada ou uma mensagem além de um certo girl power e aquela já passada nos
filmes antigos. Isso acabou me incomodando um pouco, mas o filme não pedia um
roteiro muito denso, porque acabaria prejudicando o filme, no que diz respeito
ao ritmo, que é uma parte fundamental e muito bem trabalhada por George Miller,
coisa que eu sinto falta nos outros Mad Max’s.
O filme está muito bem cotado
para ser o grande papa prêmios do ano, e como 2015 foi um ano relativamente
fraco em filmes grandes, com alma, é bem provável que Mad Max acabe levando,
entre muitos outros, o prêmio de melhor filme de 2015, a certo contragosto meu.
As minhas últimas fichas vão para Spotlight
e O Regresso, com a esperança que eles emparelhem essa disputa.
Beasts of No Nations
O filme conta a história de um
garoto ao longo da guerra civil na África. Beasts of No Nation consegue se
destacar mesmo havendo muitos outros filmes com essa temática, uma vez que
mostra a guerra sobre a visão de uma criança, que no começo se diverte como
pode, sonha e depois é forçado a lutar uma guerra que não é sua. Ao longo de
todo o filme é possível ver essa dualidade inocência das crianças X desejo de
vingança.
O filme conta com ótimas atuações
desde o ator do momento Idris Elba (que concorre ao Globo de Ouro de melhor
ator coadjuvante) até os mais desconhecidos e até mesmo as crianças.
Oito Odiados
Oito Odiados pode não ser um dos épicos
do diretor, mas ainda tem a marca Tarantino de qualidade. O filme pode ser
caracterizado como um mix de Cães de Aluguel e The Thing no que tange a pessoas
confinadas em um ambiente confinado tentando identificar o vilão (como o jogo
Detetive em live action) com Django
Livre no que corresponde ao universo e personagens.
O filme tem muitos pontos positivos como sua
fotografia, direção, atuações, toda produção de arte e a trilha sonora
original. Porém, o grande erro do filme ficou por conta do roteiro. Ele acabou
vazando e forçando a ser reescrito mais de uma vez. Toda essa conjuntura, a meu ver, acabou influenciando no negativamente na história, onde as justificativas de eventos ao longo do filme e atitudes do personagem ficassem um pouco artificial, forçada. Algo que não se vê nos
outros filmes do Tarantino como por exemplo o próprio Cães de Aluguel e Pulp
Fiction onde cada evento, por mais estranho que seja, ele flui naturalmente, de
forma orgânica.
Todavia, o filme ainda sim é uma excelente dica de entretenimento para você amante dos bons filmes e da verdadeira 7ª ARTE.
Todavia, o filme ainda sim é uma excelente dica de entretenimento para você amante dos bons filmes e da verdadeira 7ª ARTE.
P.S.: O nome não te nada a ver com ser o 8º filme do Tarantino ou ter 8 personagens principais no filme. Tudo balela. O título é uma homenagem a mim. #prontofalei
Corrente do Mal
Um dos filmes que mais dividiram
opinião do ano que passou, Corrente do Mal conseguiu me agradar e, por isso, tem seu
lugar guardado aqui na retrospectiva 2015. O filme de terror adolescente
conseguiu surpreender muita gente mostrando que é mais do que aparenta ser. Ele
traz de volta a época dos bons filmes do Shyamalayan que conseguia passar uma
mensagem mesmo em filmes de terror.
Corrente do Mal conta a história de um
ser que assume a forma de qualquer pessoa e mata algumas pessoas “amaldiçoadas”.
Para se livrar dessa maldição, a pessoa deve ter relações sexuais com uma outra
pessoa, fazendo assim esse monstro trocar o seu alvo, pelo menos até conseguir matá-lo.
O filme não tem aquela temática
clássica de terror de susto, mas aquele terror psicológico, claustrofóbico.
Além disso, o filme tem uma fotografia excelente e passa um questionamento
tanto aos outros filmes de terror adolescente quanto a banalidade que é tratado
o sexo hoje em dia sem preocupação com sentimento ou doenças. Como ponto
negativo eu preciso colocar em pauta o final, a resolução do problema que acaba
caindo no clichê dos filmes de terror ou Síndrome de Scooby-Do. Porém, nada que
tire os méritos do filme. Vale a pena assistir.
Ex Machina
Para os fãs de Isaac Asimov, Ex
Machina foi uma grata surpresa de 2015. O filme trata de um gênio que cria uma
inteligência artificial fenomenal e chama um de seus funcionários para fazer o
teste de Turing com ela, ou seja, testar se a inteligência artificial consegue
se passar por humano.
O grande barato do filme está no
questionamento do que diferencia uma inteligência artificial de um humano:
sentir emoções, simular emoções ou forjar emoções.
P.S.COM SPOILERS: A máquina tem uma A.I. feminina tão fenomenal que ela consegue forjar sentimentos assim como uma mulher de verdade sabe fazer perfeitamente. Amo vocês, mulheres. S2
Quarto de Jack
Um dos grandes filmes do ano que
se passou, O Quarto de Jack, conta a história de uma mulher que foi sequestrada
e mantida em cativeiro por 7 anos, onde acabou tendo um filho de seu
sequestrador. Nesse quarto que ela é mantida, ela tenta criar seu filho que tem
como conhecimento de mundo apenas esse quartinho e o que ele vê na televisão.
Não vou falar mais nada para não dar spoiler
e atrapalhar a sua experiência, porque você tem que assistir a esse filme.
Jacob Tremblay, o ator que vive
na pele de Jack, consegue emocionar até mesmo o mais forte dos machões, menos
eu é claro que sou firme como uma rocha. Eu tenho certeza que você vai se
emocionar com essa história e não acreditar, assim como eu, porque esse garoto
não está concorrendo ao Globo de Ouro.
Anomalisa
Anomalisa, uma animação em stop motion que foi uma grata surpresa
de 2015. Filme voltado totalmente para o público adulto tem uma temática
bastante melancólica e abrange temas como relacionamento, família, individualidade,
traição. Porém, o real foco do filme pode ser observado através do título da
animação, uma crítica a Monalisa, que seria a mulher perfeita, ao contrário de
Anormal-Lisa, onde a perfeição está no ser diferente, no ser único. Fica a dica
desse filme, mas se você quer filosofar um pouquinho, viajar, não para se "divertir".
Anomalisa está concorrendo ao
Globo de Ouro de melhor animção junto com Divertida Mente. Minas apostas vão
para que Anomalisa ganhe o Globo de Ouro e Divertida Mente o Oscar ou os 2.
Winter on Fire
Esse documentário produzido pela
Netflix que tem como objeto de estudo a guerra civil de 2014 na Ucrânia, foca
em toda conjuntura que acarretou nos confrontos violentos que você deve ter
visto nos sádicos telejornais, porém não deve ter entendido o porquê de tudo
aquilo.
O grande diferencial de Winter on
Fire é o fato de você não estar vendo apenas um documentário, com vídeos e
entrevistas, mas você é um dos revoltosos, você está naquela revolução, sente a
revolta, a dor, o medo, a união, a força, a indignação como se estivesse lá.
É interessante ver documentários
sobre Guerras, porque nos faz lembrar daquela máxima que estudamos história
para que possamos aprender e não cometer os mesmos erros do passado. Porém,
será que isso é realmente verdade? Será que aprendemos com os erros que
cometemos? Eu duvido, afinal os governantes, os mais estudados em ciências
políticas, direito, história, ética... (ou pelo menos deveriam ser) são os que mais
cometem os erros de antes, o erro da falta de respeito pelo povo, tanto os que
o elegem quanto de outras regiões.
Governantes e militares devem
trabalhar junto para um “governo do povo, pelo o povo e para povo” (Abraham
Lincoln) e povo não quer dizer dinheiro ou interesses próprios ou interesses de
uma minoria. “Respeito é a única arma que resolve conflitos” (Este que vos fala
com garbo, elegância e muito amor no
coração).
P.S.FINAL: Vale apena ainda considerar Kingsman e Que Horas ela Volta? já revisados aqui nesse blog mais cheiroso da internet mundial.
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